O USO DA COR NO CINEMA ÉPICO DE MANOEL DE OLIVEIRA E GLAUBER ROCHA

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O USO DA COR NO CINEMA ÉPICO DE MANOEL DE OLIVEIRA E GLAUBER ROCHA

Renata Soares Junqueira (UNESP – Araraquara)

            Chamemos de “cinema épico” o cinema de discurso opaco, crítico, autorreflexivo, não-ilusionista (não-aristotélico, portanto), similar ao que Brecht propunha para o teatro em alternativa ao dramático que é, como se sabe, propício à produção do efeito catártico preconizado por Aristóteles. Quero referir-me ao cinema crítico, de resistência, de Godard, de Manoel de Oliveira, de Glauber Rocha etc. Nesta ocasião, pretendo lançar alguma luz sobre o uso da cor como elemento significante de intenção disjuntiva, epicizante, apto a provocar um distanciamento crítico do espectador ao invés de estimular a sua identificação catártica com o que na tela se passa. Com este objetivo comentarei a película O pintor e a cidade (1956), primeiro filme colorido de Manoel de Oliveira, e O dragão da maldade contra o santo guerreiro (1969), primeiro filme de ficção colorido de Glauber Rocha. Exponho assim alguns dos resultados da minha pesquisa atual, que contempla “O cinema em cena ou a cena no cinema: humanismo e política no cinema épico de Manoel de Oliveira e Glauber Rocha”. 

Sobre a Palestrante, Renata Junqueira


Renata Soares Junqueira é bacharel (1987), mestre (1992) e doutora (2000) em Letras, na área de Teoria Literária, pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e livre-docente (2010) pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), onde desde 1994 ensina Literatura Portuguesa na Faculdade de Ciências e Letras do campus de Araraquara. Realizou estudos de pós-doutorado na Universidade de Lisboa (2001-2002; 2003; 2004-2005; 2006-2007; 2007-2008), na Universidade Nova de Lisboa (2010 e 2011) e na Escola Superior Artística do Porto - ESAP (2013-2014). Nos últimos oito anos tem desenvolvido pesquisas interdisciplinares envolvendo teatro, cinema e literatura. Publicou os livros TRANSFIGURAÇÕES DE AXEL: LEITURAS DE TEATRO MODERNO EM PORTUGAL (São Paulo: Editora da UNESP, 2013) e FLORBELA ESPANCA: UMA ESTÉTICA DA TEATRALIDADE (São Paulo: Editora da UNESP, 2003). Organizou o livro MANOEL DE OLIVEIRA: UMA PRESENÇA (ESTUDOS DE LITERATURA E CINEMA) (São Paulo: Perspectiva, 2010) e co-organizou O TEATRO NO SÉCULO XVIII: PRESENÇA DE ANTÔNIO JOSÉ DA SILVA, O JUDEU (São Paulo: Perspectiva, 2008); VERDADE, AMOR, RAZÃO, MERECIMENTO: COISAS DO MUNDO E DE QUEM NELE ANDA (Curitiba: Editora da Universidade Federal do Paraná, 2005); INTELECTUAIS PORTUGUESES E A CULTURA BRASILEIRA: DEPOIMENTOS E ESTUDOS (São Paulo: Editora da UNESP, 2002) e SOBRE AS NAUS DA INICIAÇÃO: ESTUDOS PORTUGUESES DE LITERATURA E HISTÓRIA (São Paulo: Editora da UNESP, 1998). Co-organizou mais recentemente o livro TEATRO, CINEMA E LITERATURA: CONFLUÊNCIAS (2014), publicado como e-book pela Editora da UNESP com o selo Cultura Acadêmica. Coordenou, de 24/04/2011 a 23/04/2013, o Curso de Graduação em Letras da UNESP, em Araraquara. É líder do Grupo de Pesquisas em Dramaturgia e Cinema (GPDC). Criou em 2002 e coordenou, de 2002 a 2011, a Semana de Estudos Teatrais da UNESP. Tem atualmente no prelo da Editora Perspectiva, em São Paulo, um volume de sua autoria intitulado O CINEMA ÉPICO DE MANOEL DE OLIVEIRA. (fonte: Lattes).

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