Desde meados do século XVIII, o termo pretuguês é acionado para designar pejorativamente a modalidade de português falada por africanos e afrodescendentes, as quais possuíam estatuto pejorativo, como efeito a eugenia. Contudo, Gonzalez (1979 e posteriores) propõe uso positivado do termo, sob viés antropológico, ao reposicioná-lo como uma das evidências empíricas de Amefricanidade. Com base nas perspectivas da Raciolinguística e da Historiografia Linguística, a conferencista propõe estatuto de categoria política-linguística ao Pretuguês, haja vista que pode se constituir como uma categoria de análise para variantes linguísticas cujas avaliações e atitudes são rastreáveis a partir do racismo como elemento estruturante da sociedade brasileira.e Amefricanidade.
Ministrante: Profa. Dra.Fernanda Cerqueira (UFBA)
Coordenação: Prof. Dr. Wellington Santos da Silva (DLCV)
Apoio: CELP